Dados do Open Banking Brasil 2022: panorama e big numbers até aqui

Escrito em 21 de Setembro de 2022 por Maria Carolina Rosa

Atualizado em 24 de Agosto de 2023

Há um ano, o sistema financeiro aberto começou a ser implantado no Brasil. De lá para cá, desafios surgiram pelo caminho, mas os dados do Open Banking 2022 mostram que o sucesso da estratégia tem sido importante para a inovação do setor financeiro do país. 

Confira, a seguir, o panorama completo da evolução do Open Banking e quais são os próximos passos da inovação.

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O que é o Open Banking?

O Open Banking, ou sistema financeiro aberto, em português, permite que cidadãos compartilhem seus dados financeiros e cadastrais com diferentes bancos e instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central (BACEN), através de uma plataforma tecnológica disponibilizada pela Estrutura Inicial de Governança.

Essas informações são:

  • CPF/CNPJ;
  • Endereço;
  • Histórico de transações;
  • Serviços financeiros utilizados;
  • Perfil de consumo.

Com o Open Banking, o usuário pode escolher compartilhar esses dados com outras instituições de sua preferência, o que ocorre de forma padronizada e segura, por meio de integração de sistemas por meio de APIs (Application Programming Interface

Além disso, a premissa central do Open Banking é o consentimento. Isso significa que os usuários precisam autorizar explicitamente o compartilhamento das informações.

Qual é a importância do Open Banking?

O Open Banking chegou há pouco tempo por aqui. No entanto, ele existe há pelo menos 30 anos, ainda que de forma embrionária. 

Para se ter uma ideia, em 1995, a Alemanha criou o HBCI - Home Banking Computer Interface - um protocolo independente de banco para banco online com o objetivo de ajudar as instituições bancárias de pequeno porte.

Outros países, como Estados Unidos, Japão, China e Austrália também já tinham o seu sistema financeiro aberto, mas nem sempre de forma regulada.

Para além de alinhar o Brasil com o contexto global de compartilhamento de dados financeiros, o Open Banking surgiu impulsionado por uma cultura cada vez mais data-driven e pela demanda da população por um maior controle das suas informações.

Além disso, o sistema financeiro aberto contribui para outras melhorias, como:

  • Estimulação da competitividade no sistema financeiro;
  • Desburocratização;
  • Democratização do acesso a serviços financeiros;
  • Interoperabilidade;
  • Digitalização.

O Open Banking e as vantagens para a população

Para os usuários, o Open Banking representa mais empoderamento e controle sobre as próprias informações.

Isso significa que os consumidores poderão ter acesso a produtos e serviços cada vez melhores, caso decidam compartilhar suas informações.

Assim, os consumidores com acesso a um canal digital de uma 

instituição financeira poderão compartilhar seus dados de forma totalmente digital.

Dessa forma, ele garante benefícios, como:

  • Acesso a crédito ou produtos financeiros com melhores taxas e condições;
  • Portabilidade de histórico de bom pagador para qualquer lugar que lhe ofereça benefícios;
  • Gestão financeira em um só lugar e a possibilidade de contar com produtos e serviços personalizados;
  • Acesso a produtos e serviços inovadores.

É seguro?

Sabemos que os dados são os principais ativos da era tecnológica.

Por esse motivo, o sistema é pautado em pilares para garantir a segurança e boa experiência do cliente, como a privacidade e a proteção das informações e serviços compartilhados.

O Banco Central também estabelece requisitos obrigatórios de segurança, responsabilidade e sigilo de dados às instituições participantes. 

Além disso, o Open Banking está sendo construído com base em uma especificação

chamada FAPI – Financial-grade API –, padrão de implementação de software composto por um amplo conjunto de regras que viabilizam um ambiente seguro ao tráfego de dados financeiros.

Dados do Open Banking 2022: os big numbers até aqui

Desde o pontapé inicial, o Open Banking já teve grandes êxitos, proporcionando um ambiente financeiro mais competitivo, transparente e igualitário para usuários e instituições.

E toda essa evolução trouxe resultados expressivos. Segundo o Open Banking Brasil, estes são os principais dados do Open Banking 2022 até aqui.

  • Mais de 2,7 BILHÕES de chamadas de APIs1 desde março/2022;
  • Mais de 800 instituições ativas no diretório de participantes;
  • 800 MILHÕES de chamadas de APIs1 nas 4 últimas semanas do semestre;
  • Mais de 150 conglomerados (13 mandatórios) participantes;
  • Mais de 6,7 MILHÕES de consentimentos ativos.

Além disso, o Open Banking atingiu a marca de mais de 6,7 milhões de consentimentos ativos para o compartilhamento de dados. 

Há, também, uma expectativa de crescimento do total de consentimentos devido a melhorias nas APIs, a disseminação do Open Finance e melhorias na experiência do usuário

Quais são as fases do Open Banking?

A implementação do Open Banking no Brasil aconteceu por meio das fases 1, 2 e 3, que incluíram:

1.Dados abertos

Habilitou o compartilhamento de informações de produtos e serviços existentes nas instituições, como

  • Canais;
  • Produtos e Serviços; 
  • Métricas do Ecossistema.

2. Dados transacionados

Habilitou o compartilhamento de dados cadastrais e financeiros dos clientes das instituições participantes, como

  • Cartões;
  • Cadastro;
  • Contas ativas;
  • Operações de crédito.

3. Iniciação do pagamento Pix

Habilitou 1º e 2º ciclos de implementação pelas instituições detentoras para Iniciação de pagamentos via Pix.

Os próximos passos do Open Banking

Como vimos até aqui, o Open Banking evoluiu de forma acelerada desde a sua implementação. 

Mesmo assim, o sistema ainda passa por constantes melhorias e revisões para que novas funcionalidades sejam entregues aos usuários. Confira quais são e os próximos passos da evolução do Open Banking.

1. Revisões

Período de revisão da fase 2 e fase 3A com o objetivo de garantir interoperabilidade entre participantes:

  • Novas versões de APIs;
  • Enriquecimento das Especificações de Segurança;
  • Melhorias na Jornada do Usuário.

2. Introdução do novo ciclo Open Finance

Para os próximos meses de 2022, introdução de novos ciclos do Open Finance:

  • Fase 4A – Dados Abertos: seguros, previdência, credenciamento, câmbio e investimentos;
  • Fases 3B/D/E – iniciação de Pagamento: Agendamento e demais arranjos (ex. boleto, débito em conta, TED/TEF);
  • Fase 3C – Encaminhamento de Proposta de Crédito;
  • Fase 4B – Dados Transacionais: seguros, previdência, credenciamento, câmbio e investimentos.

iugu: inovação que potencializa seu negócio

Os dados do Open Banking 2022 mostram que a busca pela inovação resulta em um cenário financeiro muito mais competitivo, inclusivo e próspero para todos os participantes.

Para as empresas, a busca pela inovação proporciona os mesmos benefícios. 

Ao permitir que os clientes utilizem serviços financeiros de um jeito simples, sua empresa consegue atrair ainda mais usuários, fidelizando-os ao negócio.

Além disso, a tecnologia simplifica a diversificação de pagamentos e outros serviços que tornam a jornada de compra do seu público mais fluida, segura e transparente. 

Então, que tal conhecer mais sobre essas possibilidades?  Baixe gratuitamente o kit de Inovação Financeira e fique por dentro de temas relevantes para o futuro financeiro dos negócios!

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