Panorama do comportamento do consumidor em 2022: o que mudou?

Escrito em 21 de Outubro de 2022 por Lidiane Oliveira

Atualizado em 24 de Agosto de 2023

A pandemia de COVID-19 foi, sem dúvidas, uma mola propulsora para a aceleração tecnológica. Tendências foram antecipadas em, pelo menos, uma década, causando mudanças profundas no comportamento do consumidor em 2022

Diante de um panorama permeado pelas incertezas e turbulências econômicas, mas também pelas inovações cada vez mais dinâmicas, as empresas precisam estar preparadas para abraçar os novos hábitos, desejos e ideologias de um consumidor hiperconectado, exigente e, sobretudo, carente de autenticidade. 

Para te ajudar a entender esse cenário complexo, preparamos um conteúdo sobre quais foram as principais mudanças de comportamento observadas no período e os impactos para os negócios. 

Continue a leitura e saiba mais!

Comportamento do consumidor em 2022: o que mudou?

Os últimos dois anos foram particularmente desafiadores. 

Entre videochamadas, adaptação ao modelo de trabalho remoto, lives e a comodidade de adquirir qualquer produto ou serviço na ponta dos dedos, os consumidores se viram imersos em um mar de turbulências, incertezas e, claro, muitas compras online.

Para além do discurso do aproveitamento do tempo livre e auto-otimização – com uma infinidade de cursos online pipocando em cada passeio pelas redes sociais –, o e-commerce viveu o seu boom durante o período pandêmico.  

De acordo com o relatório da Mastercard SpendingPulse, um indicador de vendas no varejo, o e-commerce brasileiro apresentou um crescimento de 75% em 2020 se comparado ao ano anterior, isso se deu, sobretudo, após o início do isolamento social.

Mas após o período de reabertura do comércio e a volta ao “normal”, percebeu-se uma mudança significativa de ideologia e prioridades entre os consumidores. 

Cansados do bombardeio de anúncios, promoções e mais preocupados com a sustentabilidade, autenticidade de sentimentos e flexibilidade, a busca agora é pela ressignificação do consumo.

Confira, a seguir, os sentimentos que predominaram entre os consumidores em 2022, segundo o relatório “Consumidor do Futuro”, da WSGN.

1. Dessincronização social

Trabalho remoto, rotina flexível, plataformas integradas, equipes de diferentes lugares e em diferentes fusos horários. 

Essa comunicação assíncrona imperou nos últimos anos, e fez com que as pessoas desempenhassem as mesmas funções de antes, mas em momentos diferentes. Dessa forma, há uma falta de interação social.

2. Eco-ansiedade

Definida como um quadro psicológico de ansiedade crônica que engloba diversas emoções negativas em relação à crise climática, a eco-ansiedade se tornou uma tendência. 

Segundo um estudo da Journal of Environmental Psychology, 10.000 mil alunos entrevistados em 32 países foram identificados com traços do transtorno.

3. Sentimentos autênticos 

Em um cenário complexo, de incertezas e turbulências no âmbito da saúde, economia e meio-ambiente, a resiliência se tornou uma capacidade cada vez mais prioritária. 

Entretanto, estudos apontam que essa mesma resiliência pode se tornar tóxica, ao passo que exige uma postura de positividade constante, mesmo em tempos de estresse.

Diante disso, os consumidores passaram a assumir uma postura mais realista: abraçar as emoções negativas como forma de abrir espaço para a autenticidade.

Novos tempos, novas prioridades: o perfil do consumidor em 2022

Agora que você já sabe quais são os sentimentos que imperam entre os consumidores, é hora de conhecer os perfis do consumidor de 2022, conforme estudo da WGSN.

1. Estabilizadores

Composto pela Geração X e os millennials, os estabilizadores, como o próprio nome sugere, priorizam a estabilidade, uma vez que são os mais afetados pela dessincronização social e pelas incertezas econômicas. 

No entanto, eles também questionam certos padrões ideológicos, como o discurso da auto-otimização constante e o da produtividade. 

Sendo assim,  há uma busca pela auto aceitação e pela simplicidade em todos os aspectos da vida. 

Isso significa que, em muitos casos, esse público se sente desestimulado pela abundância de produtos, seja no ambiente físico ou digital.

2. Comunitários

Apesar de também ser composto por membros da Geração X e os millennials, esse grupo possui um perfil diferente: mais idealistas, com limites claros entre vida social e profissional e mais aderentes à economia local e circular.

Sendo assim, eles priorizam os aplicativos de revenda, o comércio P2P (peer-to-peer), as compras locais e iniciativas mais sustentáveis.

3. Otimistas

Com caráter diversificado, esse grupo demográfico é composto por pessoas que vão de Baby Boomers até a Geração Z. 

Como o nome sugere, os otimistas são conhecidos pela sua felicidade e pela criação da “cultura da celebração”: uma postura que visa celebrar qualquer conquista da vida pessoal ou profissional, ainda que pequena.

Mais preocupados com interações e conexões genuínas do que apenas números em redes sociais, eles preferem as compras por transmissão ao vivo ou por realidade RA/RV.

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Como os negócios podem se adaptar a esse novo cenário?

Não há dúvidas de que os negócios serão amplamente impactados pelas mudanças abruptas no comportamento do consumidor. 

A quebra de paradigma, que ficou mais evidente em 2022, promete se consolidar nos próximos anos. Logo, é preciso pensar em estratégias para se adaptar.

1. Menos é mais

Em um mundo dominado por ruídos, quem oferece silêncio leva a melhor. Isso porque, como vimos, os consumidores – principalmente os estabilizadores –, estão exaustos de ofertas. 

Por isso, simplificar processos pode ser a melhor forma de se aproximar do cliente. Oferecer uma jornada de compra e checkout de pagamento fluido, simples, ágil e com menos passos é uma forma de se diferenciar competitivamente.

2. A ascensão do live commerce

Bastante popular em países como a China, o Live Commerce começa, aos poucos, a dar as caras no ocidente. 

Lojas Americanas, Magazine Luiza e Mercado Livre são só alguns exemplos de gigantes do varejo que utilizaram o recurso do evento de compras para gerar interação, aumentar a conexão com consumidores e oferecer uma experiência de compra diferenciada.

3. Omnicanalidade e praticidade

Manter uma comunicação unificada em todos os canais da empresa é fundamental para proporcionar uma experiência de compra homogênea e eficaz.

Isso porque, com a omnicanalidade,  é possível enviar mensagens mais assertivas e de acordo com o público-alvo, o que evita a sensação de incômodo e o desinteresse por parte dos consumidores.

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Neste artigo, entendemos um pouco mais sobre qual foi o comportamento do consumidor em 2022 e como ele irá impactar os negócios nos próximos anos. 

Dentre os pontos apresentados, vimos que uma jornada de compra simples, fluida, ágil e transparente é a chave da vez para que empresas possam se aproximar dos clientes e, consequentemente, aumentar a taxa de conversão.

E para oferecer a melhor experiência durante as transações, é preciso contar com parcerias de pagamento estratégicas e eficientes. 

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