Influencers virtuais: tudo sobre a tendência e os impactos no mercado

Com cada vez mais aderência de empresas e celebridades, o mercado de influencers virtuais tem um terreno fértil no Brasil

Escrito em 26 de Outubro de 2022 por Thainara Carvalho

Atualizado em 27 de Outubro de 2022

Já há algum tempo, os influencers virtuais de marcas e celebridades se multiplicaram nas redes sociais. 

De Lil Miquela a Lu do Magalu, os avatares possuem conquistas impressionantes: campanhas internacionais, milhões de seguidores e até prêmios, como o Leão de Ouro no Festival de Cannes.

Com o avanço da Web 3.0 e as possibilidades do metaverso, a expectativa é que a utilização desse tipo de tecnologia se expanda cada vez mais. 

Mas quais são as vantagens dessa estratégia? E quais são os impactos desse tipo de influência? 

Para entender mais sobre o que é um influenciador virtual, o panorama do mercado e as vantagens para as empresas, continue a leitura do conteúdo até o final.

O que são influencers virtuais?

Inteligência Artificial, modelagem 3D e computação gráfica. Essas são as principais tecnologias que compõem os influencers virtuais. 

Também chamados de avatares, esses personagens emulam os comportamentos e feições humanas de maneira quase perfeita.

Além disso, cada um deles possui um estilo, linguagem definida e uma vida própria, com gostos, traços de personalidade, amigos e até família, o que ajuda na humanização dos personagens.

Com contas nas redes sociais – principalmente o Instagram –, os influenciadores virtuais conseguem criar uma base de milhares de seguidores e fãs, estabelecendo uma conexão com o público e criando tendências.

O panorama do mercado de influenciadores virtuais

Não é novidade que o mercado de influenciadores digitais é um dos mais lucrativos dos últimos anos.

De acordo com uma pesquisa da Influencer Marketing Hub, realizada em 2022, o investimento em marketing de influência cresceu 711% de 2016 para 2021, tendo saltado de US $1,7 bilhão para US $13,8 bilhões no respectivo período.

Com o amadurecimento de tecnologias como a Inteligência Artificial, da modelagem 3D e o frenesi em torno das possibilidades do metaverso, a criação de personagens totalmente personalizados e antropomórficos se tornou uma tendência, que já conta com resultados expressivos.

Com quase 3 milhões de seguidores no Instagram, a influencer virtual americana Lil Miquela é uma das mais famosas expoentes desse movimento, e já estrelou campanhas para marcas famosas, como Prada, Calvin Klein e Samsung.

Por aqui, o panorama não é diferente.

O Brasil aparece em segundo lugar na lista de audiência dos influencers virtuais, segundo dados levantados pelo estudo da  HypeAuditor. Os Estados Unidos (23%) lideram a lista global, seguido por Brasil (9%), Rússia (5%) e Turquia (3%).

A MagaLu – influencer virtual da varejista Magazine Luiza, recebeu um Leão de Ouro no Festival Internacional de Criatividade de Cannes de 2022. 

Criada ainda em 2003 pelo atual CEO da companhia, Frederico Trajano, a Lu é a influencer virtual mais famosa do mundo, e já estrelou campanhas para marcas internacionais, como a Adidas.

Depois dela, foi a vez de grandes players como o Casas Bahia, Havaianas e Natura criarem seus próprios personagens humanizados.

Além das empresas, celebridades também têm apostado no segmento. A Satiko – avatar da apresentadora Sabina Sato – e a Pink – avatar da influenciadora Bianca Andrade (Boca Rosa) – são exemplos da extensão do mercado de influencers virtuais.

Com um cenário efervescente e em expansão, cada vez mais empresas e startups têm apostado no desenvolvimento de avatares, como é o caso da Biobots: startup e agência de conteúdo que criou a Satiko.

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Influenciadores virtuais e as empresas: quais são as vantagens?

O mercado de influenciadores virtuais apresenta projeções animadoras. 

De acordo com uma pesquisa da HypeAuditor, o engajamento de influencers virtuais era bem maior do que influenciadores “de carne e osso”.

Sendo assim, a utilização de personagens 3D pode trazer diversas vantagens competitivas para os negócios, como, por exemplo:

  • Desenvolvimento de uma comunicação mais humanizada e próxima do consumidor;
  • Inovação da tecnologia, que permite a criação de conteúdos e campanhas que fogem dos formatos tradicionais;
  • Comunicação em diversos canais de mídia e de entretenimento;
  • Número de seguidores e fãs, o que gera mais engajamento e identificação;
  • Marcas e empresas podem ter um maior controle sobre a narrativa dos influenciadores virtuais, o que evita problemas com imagem.

Esteja sempre atualizado!

Ao longo do artigo, entendemos um pouco mais sobre como funcionam os influenciadores virtuais e o panorama desse mercado no Brasil.

Mas como será que essa tendência pode se desenvolver por aqui? E quais são os impactos que ela irá trazer? Será que toda empresa deve investir em seu próprio influenciador virtual?

Para entender o assunto com profundidade, escute agora o episódio do Resenha B2B sobre Influencers virtuais e a humanização dos bots

capa do podcast, com logo do resenha b2b, logo da iugu e fotos de Isabela Legutcke, analista de marketing de influência da iugu, e Guilherme Mattos, Head de planejamento e influência da BVOLT