Protocolos de API: o que são e quais são eles?

Protocolos de API: o que são e qual a diferença entre eles?

Quer você esteja começando a estudar sobre APIs ou já trabalhe desenvolvendo, ou utilizando elas, é provável que já tenha ouvido falar sobre os diferentes protocolos de API.

Eles servem para garantir a padronização da comunicação entre APIs e aplicações que as contatam. Apesar de poucos, estes protocolos ainda podem gerar dúvidas e confusões entre usuários.

Para entender melhor as diferenças entre cada protocolo de API e conhecer suas principais características e vantagens, continue lendo este artigo. Ele é o segundo da nossa minissérie de posts sobre API. Para ler a parte 1, clique aqui.

 

O que é API?

Caso você não tenha lido o nosso post anterior, nós explicamos de novo: as APIs são interfaces que permitem programar aplicações utilizando código de terceiros sem precisar integrar o código à sua aplicação.

A API é como um canal de comunicação entre a sua aplicação e um serviço externo. Através dela, seu código pode solicitar que o serviço de terceiros execute operações e entregue resultados dentro de um conjunto específico de funcionalidades.

O conceito é explicado em detalhes no nosso post sobre APIs. Caso não tenha lido, confira-o antes de continuar a leitura!

 

O que são protocolos de API

Agora que você já sabe que as APIs oferecem uma interface de comunicação entre a sua aplicação e a de outra pessoa, deve estar se perguntando como estes canais mantêm padrões constantes na hora de oferecer estes serviços.

O uso de APIs está condicionado a procedimentos e convenções padrão, os chamados protocolos de API. Estes protocolos estabelecem regras para a comunicação com APIs, garantindo a estabilidade e a eficiência da troca de solicitações e respostas.

Cada API opera de acordo com um protocolo específico, a depender de suas necessidades e objetivos. Os três protocolos mais comuns de API são:

 

REST

Um dos protocolos mais populares para o desenvolvimento de APIs, REST é uma sigla para Representational State Transfer (Transferência de Estado Representacional). APIs e aplicações de arquitetura REST são denominados serviços RESTful.

Este estilo de arquitetura emprega uma dinâmica cliente/servidor sem estado (stateless), que separa o front-end do back-end da API e oferece mais agilidade e flexibilidade na implementação.

Apesar do protocolo cliente/servidor sem estado, que não armazena dados entre uma solicitação e outra, as APIs RESTful conseguem armazenar dados em cache para APIs lentas. Para isso, entretanto, a solicitação deve expressar uma permissão de armazenamento em cache.

 

RPC

O nome da tecnologia RPC vem de Remote Procedure Call, ou Chamada Remota de Procedimento. Este protocolo permite que uma aplicação chame, remotamente, um procedimento de outra (normalmente por internet ou intranet).

O RPC oferece um método simples para enviar parâmetros e receber resultados. Enquanto as APIs RESTful oferecem um canal para solicitação de dados, objetos ou arquivos, as APIs baseadas em RPC podem solicitar uma operação computacional de outro sistema.

As APIs RPC podem ser escritas em JSON (JSON-RPC) ou XML (XML-RPC). As chamadas enviadas à API podem conter múltiplos parâmetros, que retornam como um único resultado.

 

SOAP

O protocolo SOAP também recebe seu nome de um acrônimo: Simples Object Acess Protocol (em português, Protocolo Simples de Acesso a Objetos). Esta tecnologia é uma das mais populares para a criação de APIs Web.

APIs SOAP são conhecidas por sua extensibilidade e independência de estilos de programação específicos. Além disso, este é um protocolo dito neutro, isto é, ele pode operar por diferentes protocolos de comunicação, como HTTP, SMTP, TCP e outros. Estas características facilitam a adição de funcionalidades ao código.

O protocolo visa mediar trocas de informações estruturadas de maneira descentralizada. Apesar de amplamente utilizado, o Protocolo Simples de Acesso a Objetos tem regras e procedimentos bastante rígidos, que requerem atenção especial do programador.

 

Como aprender a desenvolver APIs

Apesar de compartilharem características, cada protocolo possui suas particularidades. Na hora de optar por um ou mais deles, é importante que o desenvolvedor considere fatores como segurança, escalabilidade e eficiência.

Determinadas aplicações podem utilizar mais de um protocolo de API, como REST+SOAP

Se você é um desenvolvedor interessado em aprender ou expandir seus conhecimentos sobre o desenvolvimento de APIs, há uma infinidade de recursos para estudo.

Sejam cursos gratuitos ou pagos, livros físicos ou e-books, newsletter ou videoaulas, há muito que encontrar na internet para aprofundar seus conhecimentos. Confira algumas dicas abaixo: